Vereadores contestam eleição de Ruzivan Pontes como presidente da Câmara de Macapá
28/01/2019 10:04 em Política

Um grupo de dez vereadores contesta a eleição de Ruzivan Pontes (Solidariedade) para a presidência da Câmara Municipal de Macapá, na última sexta-feira, 25. Os parlamentares afirmam que o processo eleitoral não poderia ter sido realizado uma vez que havia uma liminar suspendendo o pleito.

Nesta segunda-feira, 28, durante o Jornal da Nova, na 107.9 FM, o vereador Rinaldo Martins (PSOL) falou sobre o assunto e disse que não reconhece Ruzivan como presidente do Legislativo municipal. “Para nós, o presidente continua sendo o vereador Yuri Pelaes [MDB], que está no cargo interinamente”, justificou Martins.

Rinaldo foi o autor da ação que pediu que a eleição, que deveria ter ocorrido na quarta-feira, 23, fosse suspensa. Usou, entre outros argumentos, o curto prazo para inscrição de candidaturas, a falta de uma comissão eleitoral e o atendimento ao princípio da publicidade. O pedido foi acatado pelo desembargador Manoel Brito, com prazo de até dez dias para que todos os procedimentos fossem esclarecidos.

Porém, na mesma quarta-feira, os vereadores decidiram que a escolha do novo presidente ocorreria dois dias depois. “Na sexta-feira, antes da sessão, o desembargador Manoel Brito ratificou sua decisão, de manter suspensa a eleição. Mesmo assim, contrariando a uma decisão judicial, ela foi realizada”, argumentou o vereador do PSOL.

Ruzivan recebeu 13 dos 23 votos possíveis. O outro candidato era Marcelo Dias (PPS). Se uma nova eleição ocorrer, Rinaldo Martins acredita que o resultado pode ser diferente, em função da substituição de dois membros do parlamento que votaram em Ruzivan. Acácio Favacho (PROS) e Diogo Senior (PMB) deixarão o parlamento municipal para assumir mandatos na Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Amapá (Alap), respectivamente. 

“Carlos Murilo e Adrianna Ramos, que vão ocupar as vagas, poderão somar conosco. Se isso ocorrer, nosso grupo terá 12 votos a favor de Marcelo Dias. Decidiram fazer a eleição porque não poderão mais contar com esses dois votos. Por isso, essa pressa toda em realizar um pleito às pressas e cheio de ilegalidades”, concluiu Martins.

Outras medidas judiciais estão sendo tomadas para que seja realizada uma nova eleição na Câmara Municipal de Macapá.

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